Sobre o blog

Este site não é meu! Sou apenas o que pode ser chamado de "administradora do blog".

Este blog está sendo criado para que eu compartilhe as mensagens deixadas por meu avô: ABÍLIO JARDIM DA SILVA falecido em 18.11.1993 (aos sessenta e oito anos) por causa do enfisema pulmonar devido ao cigarro.



Abílio Jardim da Silva foi médium e colaborador do Centro Espírita Dias da Cruz de Passo Fundo (RS).






Inicialmente criei estas páginas para poder colocar seus pensamentos, orações e mensagens, mas agora sinto a necessidade de reciclá-lo. Quero que este blog reflita o significado que este Ser maravilhoso teve na minha vida e daqui para a frente será muito pessoal, pois só assim creio poder tocar cada coração que vier a ler estes escritos. Ele queria que sua vida fizesse a diferença, que tivesse um propósito e "não fosse em vão". Então não vou permitir que este blog seja APENAS de mensagens soltas. Para que faça a diferença preciso revelá-lo aqui; que este espaço possa conter sua energia, seja uma espécie de extenção do que ele foi.


Assim, abro as portas para que vocês entrem e de alguma forma possam receber este tesouro que ele nos deixou como exemplo que foi. Não um exemplo de perfeição, mas de um Humano Guerreiro em busca da Luz.


Espero que os familiares compreendam e respeitem esta necessidade.


De todo meu coração a neta mais agradecida deste mundo:


Luciana Paula da Silva (Pequena Luz da Floresta).

















quarta-feira, 11 de abril de 2012

O INÍCIO DA ADMIRAÇÃO


Não sei dizer QUANDO começou minha admiração pelo meu avô. Talvez nas conversas que tínhamos no caminho para o Jardim de Infância ao me levar a Escola Menino Jesus (Passo Fundo) e perceber minha insegurança no meio de tanta gente; afinal, silêncio é algo que necessito desde que me conheço por gente. Desde esta época eu já tinha sonhos intrigantes, que me faziam pensar e outros estremecer e ele queria me ajudar a entender como alguém tão pequena podia estar em tamanha encrenca onírica. E, enquanto tentava solucionar os enigmas das mensagens que eu recebia, muitas vezes através de meus pesadelos, minha diligente avó paterna e sua esposa – Florinda Brigo da Silva, falecida em 15.12.2012 – levava suas roupas de forma discreta, para benzer no Centro Espírita Dias da Cruz. Sim, mesmo centro aonde, mais tarde, ele viria a trabalhar.
E minha avó tanto orou, tanto benzeu suas roupas e tanta água fluidificada levou para ele que, enfim, começou a surtir efeito. Ele começou a se encontrar, a se distanciar da bebida e a pensar no quanto o cigarro lhe custaria, ainda que não tivesse forças suficientes para deixá-lo. Também começou a ir pessoalmente ao Centro Espírita para ouvir o Evangelho Kardecista, tomar passes, receber os trabalhos e ler os livros que comprava na biblioteca local. Assim ele foi se encaixando, apaziguando sua dor, compondo os primeiros versos que não falavam apenas nos fandangos, na música gaúcha que pretendia preservar, nas cavalgada acampamentos e pescarias... Seus versos começavam a espelhar o início de sua cura!
Esta homenagem ao padre Zanatta data de 1973 (eu tinha dois anos de idade).

SENHORA CONSOLADORA
Esses versos que eu canto
Do fundo d'alma eu tirei
Para oferecer a Santa
Que jamis esquecerei
Senhora Consoladora
Me ajudai e protegei
Padroeira de Ibiaçá
Ouça a voz de nosso peito
Ajoelhamos a teus pés
Com amor e com respeito
Queremos te agradecer
Todo o bem que nos tem feito
Senhora Consoladora
Padroeira deste torrão
Eu quero depositar
A teus pés, meu coração
Pedindo aos homens terrenos
Tua Santa proteção
E aqui se despede agora
Cantando o trio sertanejo
E para o padre Zanatta
Aproveitando o ensejo
Que esta Sante lhe abençoe
É todo o nosso desejo.

Verso de Abílio Jardim da Silva.

Acompanhando o seu progresso e transformação nossas conversas foram se tornando mais profundas. Ao mesmo tempo mudei de escola, pois não me encaixava naquela. Fui para a escola que mais gostei e mais me marcou (Jerônimo Coelho) onde, nos primeiros dias de aula uma colega morreu atropelada. O chinelinho dela caiu do pé enquanto atravessa a avenida e o ônibus passou por cima dela encerrando seu caminhar aqui.
Foi nesta fase que meus sonhos se tornaram ainda mais nítido e eu podia ouvir os pensamentos das pessoas, como já mencionei na mensagem “um pouco de minha história”.
Estes acontecimentos marcaram meu ingresso para as aulas de evangelização do Centro Espírita Dias da Cruz enquanto meus avós (Abílio e Florinda) estavam no “desenvolvimento”. Fiquei dos sete (7) aos quatorzes anos (14) lá dentro e também comecei a ler os livros espíritas e a ouvir os debates das outras turmas (naquela época não era tão rígido como hoje).  Graças as nossas muitas conversas, as aulas de evangelização e aos Evangelhos no Lar eu consegui perceber o encanto da vida e sua importância ao mesmo tempo em que adquiri um senso de respeito por todos os tipos de indivíduos que conhecia.
Para testar meu conhecimento e se certificar que não era apenas “acadêmico/intelectual” a Vida em Sua Infinita Inteligência me enviou, de passagem, uma nova amiga. Esta amiga ninguém queria ou aceitava de bom grado, pois estava careca devido ao câncer em estado avançado (leucemia). Ana foi passar as férias na casa da tia (minha vizinha) e eu era a única criança que brincava normalmente com ela, pois as outras crianças ficavam com medo de se contagiar “pegar a doença dela” como diziam. Sentindo a brevidade do tempo que passaria com ela, um dia, inocentemente lhe pergunte se não tinha medo de morrer (ela se cansava muito fácil enquanto brincava), ao que ela respondeu: “não tenho medo de morrer porque sei que Deus está me esperando e que vou parar de sofrer e porque Deus ME PROMETEU cuidar dos meus pais”. Bem, lembro disso e do seu rostinho como se fosse ontem.

 CONTINUA

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